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Liberdade para Kay Diesner!
Esta condenação pode se dividir da seguinte maneira: uma cadeia perpétua por disparar com uma escopeta em 19 de Fevereiro de 1997 em Klaus Baltruschat, um livreiro judeu e membro do partido PDS (Partido do Socialismo Democrata), o qual lhe causou graves ferimentos; outra cadeia perpétua por causar ferimentos fatais em 23 de Fevereiro de 1997 em um policial que tinha disparado contra Kay; e por provocar que outro policial, que ficou ileso, fugisse horrorizado de pânico atravessando a auto-estrada deixando abandonado seu companheiro. Considerando-as por separado, se alguém avalia as condenações por estes fatos, resultará claro para qualquer pessoa com a mente aberta que esta medida punitiva é exagerada. Tão só há que se fazer algumas perguntas.
Agora vamos analisar as “pobres vítimas”: o livreiro do PDS Klaus Baltruschat era proprietário de uma livraria, e comandava o escritório eleitoral de Gregor Gysi, um dos mais importantes dirigentes do partido Die Linke (A Esquerda). Esta pessoa junto a outras, tinha animado e incitado os jovens antifascistas locais a cometer atos de violência contra os nacionalistas. No caso de Kay Diesner, isto supôs que lhe destroçassem a caixa postal do correio várias vezes, que queimassem a porta de sua casa, que destroçassem o seu carro, que jogassem vidros em seu jardim na área onde treinava seu cachorro, que fosse molestado e fastidiado, e que lhe lançassem garrafas e outros objetos dos altos dos edifícios quando passasse, incluindo numa ocasião um televisor. Por isso fica claro que Klaus Baltruschat não era, em nenhum modo, uma vítima totalmente inocente.
O policial da BRD Stefan Grage também é mostrado como uma vítima inocente, mas há que considerar que foi este policial quem originou o tiroteio ao disparar em primeiro lugar. Kay Disner dirigia de volta à Berlim quando no meio da noite estourou uma roda. Dirigiu-se à próxima área de descanso (não confundam, não é hotel, é um lugar/área onde os carros e demais veículos param próximo ou junto aos postos de gasolina, estas são grandes áreas, devido ao enorme fluxo de movimento nas estradas) para dormir. Na manhã seguinte um furgão da polícia se aproximou do veículo de Kay Diesner e parou. O cachorro de Kay saltou e justo quando Kay se acordava o furgão da polícia continuou seu caminho, pela qual voltou a dormir. 15 minutos depois, o furgão voltou e ordenou à Kay para que saísse do carro. Kay levava posta uma placa roubada, pela qual estava claro para ele que iam descobrir seus dados pessoais. Apanhou sua arma e disse aos polícias que baixassem suas armas. O policial condutor do furgão saiu correndo, atravessando diagonalmente a auto-estrada (por este motivo Kay recebeu a terceira cadeia perpétua). Um casal de idosos se encontraram com o policial na área de descanso do outro lado da auto-estrada e lhe acalmaram. Enquanto isto, o outro policial, Stefan Grage, disparou contra Kay Diesner. Kay pôde se esconder atrás de seu carro e repeliu os disparos, atingindo seu agressor na garganta. Posteriormente faleceria por estes ferimentos.
Este ataque não tinha um propósito criminoso, mas que foi mais bem cometido em defesa própria. Se se considera isto um ato infeliz ou não, não é importante. As coisas mais importantes são que Kay não tinha sido nunca detento nem tinha nenhum tipo de antecedente criminal até este acontecimento, e que desde então permaneceu inexorável. Depois de 11 anos de difícil vida na prisão devido a sua condição de nacionalista, ainda continua firme nas suas idéias e convicções. Só por este motivo deveria ser apoiado de todas as maneiras possíveis.
Durante os últimos 11 anos permaneceu preso na prisão de Lübeck, e dentro de cinco anos têm a possibilidade de ter o primeiro julgamento onde se revisará sua condenação, onde a data exata de sua libertação será marcada. Dado que se procura o melhor resultado neste julgamento, se vai contratar um advogado especializado nestes casos e isto vai significar alguns gastos legais que Kay Diesner não pode enfrentar, pela qual alguns camaradas decidiram fazer umas camisetas em seu apoio, e com seu consentimento, se escolheu um desenho para as camisetas tanto de homem como de mulher. Todos os benefícios obtidos com a venda destas camisetas entraram numa conta, a qual se porá a sua disposição quando chegue o julgamento para enfrentar os gastos legais.
As camisetas são pretas da marca B&C com estampa frontal e nas costas, e estão disponíveis nos tamanhos P, M, G, GG, EG (para homem) e P, M, G, GG (para mulher). O preço é de 12 Euros, gastos de envio NÃO incluídos. O pagamento é exclusivamente adiantado. Podem-se solicitar neste e-mail: [jva-report@web.de] or ou por correio postal a: JVA-Report; Postfach 2121; 26403 Wittmund; DeutschlandIf.
Quando se solicite a camiseta enviaram os detalhes da conta onde realizar o pagamento, e pedem que não lhes enviem dinheiro metálico (nem moedas nem papel) por correio postal. (já que o pagamento é por depósito bancário, e somente por este modo).
O desenho desta camiseta foi revisado por um advogado qualificado que estabeleceu que era legal e que não descumpre nenhuma das “leis de ódio” Alemãs.
Agradecemos antecipadamente vosso apoio.
NOTA: dentro de alguns meses vão se poder adquirir estas camisetas ou umas similares diretamente na Espanha, cujos benefícios se destinarão igualmente para pagar os gastos legais da petição de revisão de julgamento.
A seguir uma carta de um camarada que passou um tempo considerável com Kay na prisão de Lubeck.
Kay Diesner (por Mário Hammer)
Em 6 de Abril de 2004 tive o ingrato prazer de começar a cumprir minha condenação de vários anos na prisão de Lubeck (JVA-Lübeck). O motivo de que estivesse ali não é importante, por que quero falar do provavelmente mais conhecido prisioneiro político que esteve nas prisões da RFA em seus últimos 11 anos. O motivo desta carta não é dar explicação das razões pelas quais está preso e/ou de seus atos do passado, mas mais bem falar sobre a pessoa em si e de suas condições atuais na prisão.
Muito da versão oficial da história sobre este camarada deveria ser questionado. Muitos dos fatos do caso foram manipulados, distorcidos ou ocultados embaixo do tapete. Aos meus olhos, estes são os típicos métodos de um sistema judicial de ocupação que criminaliza e prende as pessoas com pontos de vista políticos que não consideram apropriados. Isto afeta muita gente com sentimentos nacionalistas.
Depois de passar minhas primeiras semanas na prisão tive a oportunidade de conhecer Kay Diesner. Estabelecemos contato imediatamente e em cada oportunidade que tínhamos coincidíamos para falar e compartilhar idéias, como no tempo livre no pátio ou em outros momentos. Uma vez que tens sua confiança, Kay é uma pessoa muito aberta e honesta. É um camarada leal e não perdeu sua fé em ver algum dia uma Alemanha livre e nacionalista, apesar de todos os anos que leva na prisão.
Ainda assim, Kay aceita seu destino e reconhece que provavelmente nunca volte a ser um homem em liberdade. Ninguém pode culpar-lhe por isso já que sua tríplice condenação perpétua significa um castigo especialmente duro. Apesar da falta de esperança de ver uma saída do seu tormento, Kay permanece firme sem ceder, e da sua cela na prisão têm esperanças numa mudança para melhor para o Povo e para a Pátria.
Não passou muito tempo sem que o diretor da instituição prestasse atenção em nossa relação, por que, obviamente, que Kay encontrasse alguém dentro dos muros da prisão com quem se desse tão bem significava também uma espinha no sapato para eles. Fui chamado ao escritório do diretor da prisão, onde me deixou claro que a amizade com Kay, para os olhos da direção, era considerada como “um perigo para a segurança do estabelecimento”. Por isso agiram rápido e me transferiram à outra seção da prisão. Ainda assim, não puderam impedir-me de manter contato com Kay, já que continuávamos nos vendo durante as atividades a se realizar no tempo livre, como o futebol e o xadrez, e continuaríamos, além disso, em contato através do correio interno da prisão. Ainda hoje penso em Kay, já que embora é um prisioneiro de “longa duração” está ainda no módulo de admissão, e por este motivo não pode desfrutar de todos os privilégios de um prisioneiro no módulo de “longa estadia”. (Nota desde janeiro de 2008, foi transladado ao modulo de “longa estadia”. (Depois de passar 11 anos na prisão!) O estar neste módulo de “longa estadia” suporia, por exemplo, que poderia passar mais tempo fora de sua cela e que teria uma cela com mais “comodidades”.
O pessoal da prisão se ocupava sempre cuidadosamente de que tanto as celas à sua esquerda e direita como as de cima e as de baixo estivessem ocupadas por estrangeiros. Devido a isso, Kay tinha que ouvir música estrangeira (um ruído horrível) de manhã até de noite. (Kay denominava também esta música como “Wüstentuntenmusik” (melodias (que vem) do deserto) e suportar as constantes e agressivas conversas nas celas das janelas contíguas sobre ele. Isso poderia ser considerado puro terror para a maioria dos alemães, mas não o é nem muito menos para os nacionalistas. (Os VERDADEIROS nacionalistas agüentam muita coisa, até mesmo terror psicológico...)
Para todo prisioneiro é importante manter seus contatos fora da prisão, que podem ser efetuados e executados por correio, telefone, ou visitas de seus familiares e amigos. Especialmente estes contatos se recomendam para os presos de “longa duração”.
Durante a detenção é comum que um preso detento em espera de julgamento não possa usar o telefone e que seu correio seja controlado e lido. Isto muda normalmente para todos os prisioneiros quando é sentenciado a uma condenação definitiva. A partir de então, se lhe permite falar por telefone e o correio só pode ser supervisionado a procura de objetos e símbolos proibidos, mas isto não se aplica para Kay Diesner. É, de sobra, conhecido que o telefone dentro da prisão está monitorado, como muitos outros telefones nesta “livre” República Federal Alemã. Bem, se supõe que Kay disse algo há muitos anos por telefone que irritou a direção, e há 7 anos lhe foi imposto uma proibição de falar por telefone, que continua efetivamente ainda hoje. Como conseqüência, Kay é o único prisioneiro da prisão de Lubeck que não pode usar o telefone. Seu correio continua sendo lido e controlado a mais de uma década depois de ter sido condenado definitivamente. Pobre de Kay se há algo nele que não agrada a direção da instituição penitenciária! Isto supõe represálias imediatas como não poder sair da cela e se proibir os contatos com o exterior.
A cela de Kay é revistada constantemente, praticamente todas as semanas. As revistas nas celas são normais na prisão, mas a cela de Kay é revistada de uma forma tão constante que excede, e muito, os limites da norma. Durante estas revistas, lhe confiscam objetos que anteriormente haviam sido tolerados pela direção da prisão. Por exemplo, levaram toda a sua coleção de livros, a qual tinha sido legalmente obtida. Isto também afeta a música. CD’s obtidos legalmente são confiscados sem motivo pelos guardas da prisão.
Supõe-se que a função principal de uma instituição penitenciária é reabilitar os presos desde o primeiro dia que estão em custódia, mas que isto se aplique de forma efetiva no caso de Kay Diesner é algo muito questionável. Realmente, não o tratam como um preso normal como os demais. Que Kay tenha algum dia o prazer de sair da prisão, já seja julgado em liberdade condicional ou em liberdade total, ou até mesmo executado, têm que ser decidido por 5 diferentes órgãos do Governo: o Departamento de Justiça, a Corte do Distrito, O Escritório do Promotor do Distrito, um Perito judicial do Tribunal, e a Direção da Prisão. Isto dá uma imagem do difícil de sua situação.
Espero que Kay continue tão valente e firme como sempre, e receba o apoio que merece e precisa de sua família, seus amigos e seus camaradas.
Aqueles que queiram escrever para Kay podem fazê-lo em:
Kay Diesner Marliring 41 - 23.566 Lubeck Deutschland / ALEMANHA |
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